O bebê nasce e é cuidado todo o tempo por alguém. A mãe amamenta, depois oferece comida pastosa, sucos e sopas, passa para o alimento sólido e faz questão de oferecer as refeições na boca da criança. Mas, quando é hora de deixar seu filho comer sozinho? Qual a importância desse aprendizado? Pensando nas dúvidas que afligem tantas mamães, procurei algumas das principais perguntas e suas respostas!
1) A partir de qual idade se deve estimular que a criança coma sozinha? Que tipos de alimentos?
Não existe uma idade certa ou pré-determinada para a criança começar a
comer sozinha, devendo ser observada sua maturidade, se ela já consegue
segurar a colher e levá-la à boca. Essa atitude deve partir da criança e
deve ser estimulada, pois o fato de comer sozinha está relacionado à
sua autonomia e independência, que estão começando a aparecer. No começo
ela pode querer comer com as mãos ou utilizá-las para auxiliar a levar a
comida à boca, mas, mesmo assim, é interessante que ela não seja
reprimida, e sim
estimulada. Com o tempo, pode-se ir desencorajando a criança a comer com
as mãos e a ensiná-la a comer com os talheres, transmitindo também os
conceitos sociais da boa educação.
2) Qual a importância de deixar a criança se alimentar sozinha, mesmo que ela se suje e derrame comida?
A importância está relacionada, principalmente, com a sua autonomia e independência dos pais.
Além disso, o fato de levar a comida à boca pode ajudar a desenvolver a
coordenação motora da criança, melhorando o seu desenvolvimento como um
todo. A dentição influencia no ato de mastigar e deglutir, então é
importante sempre verificar em qual estágio de dentição a criança se
encontra, para associar com seu progresso ou não. Sabemos também que a
fala e a mastigação são intimamente relacionadas, mas um parecer de um
profissional fonoaudiólogo sobre esse tema seria mais apropriado.
3) Para os adultos, o ato de comer não alimenta apenas, mas também é
uma ocasião social. Para os bebês também é assim que deve ser?
A comida tem um significado social para os adultos e as crianças desde
cedo já percebem isso. Muitas vezes ela usa o fato de não se alimentar
para reclamar ou até mesmo chamar atenção. Em outros casos, quando os
pais elogiam muito a criança por ter comido tudo que lhe foi oferecido,
ela passa a associar o fato de comer com a possibilidade de ser mais
amada ou receber mais afeto, o que pode gerar angústia na criança que
não consegue comer muito ou forçá-la inconscientemente a comer mais.
Alguns especialistas chegam até mesmo a associar essas dinâmicas de relacionamento com os pais com casos de obesidade
no futuro. Vale a pena lembrar que os filhos tendem a seguir os padrões
alimentares dos pais. Então, lembre-se sempre de ser um bom exemplo
para o seu filho, também no que diz respeito à alimentação.
